Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens

[Entrevista] Davyd Vinicius - Autor do Livro "Sobre Fragmentos"


Olá tritões e sereias!

O blog teve um grande prazer de entrevistar o poetista Davyd Vinicius, autor do livro " Sobre Fragmentos"

A entrevista foi feita pela Tamara e pela Ingrid.

Esperamos que gostem da entrevista, pois a gente adorou♥


O que te levou a escrever sobre poesias e sentimentos? É a área da literatura que você mais se identifica?

DV: Olha... Boa pergunta... kkk
Com toda certeza é a que mais me identifico, embora eu goste bastante dos contos.
Acho que esse negócio de escrever poesias veio mais de uma "necessidade" de me expressar, de colocar pra fora os meus próprios sentimentos de uma forma mais rápida e objetiva.

Como é a sua inspiração para escrever as poesias?


DV: Depende muito, há vezes que tenho surtos de inspirações e preciso escrever o mais rápido o possível, já outras fico muito tempo maturando algum tipo de sentimento para só então conseguir escrever.


Você se baseou em alguma história de vida, de algum conhecido para escreve-los?

DV: Muitos dos poemas desse livro falam das minhas próprias experiências, do meu olhar diante de cada situação, mas uma coisa doida é que existem poemas com alguns temas que eu não faço ideia de onde vieram... kkk

Como no poema "O troco", onde falo sobre traição e na verdade nunca fui traído, ou até em trabalhos mais atuais onde trago de forma indireta um casamento abusivo sendo que nunca fui casado. Mas ser escritor é isso, é essa loucura deliciosa que a gente ama tanto.

Acredito que tudo a nossa volta pode influenciar na nossa escrita, seja de forma explícita ou não.

Qual foi a sensação quando você concluiu o seu primeiro livro?

DV: As vezes eu ainda paro e fico pensando "Caraca, é o meu livro". É uma sensação tão gostosa, ainda mais depois de ter passado por todo esse processo de anos para poder finalmente lançá-lo.

Com tantos livros de histórias sendo lançados a cada momento, você sente que as pessoas estão deixando a poesia de lado?

DV: Infelizmente a poesia tem sido deixada de lado sim, não por conta dos outros gêneros, mas por uma série de questões que levantariam um grande e longo debate. As pessoas gostam de poesia, acham lindas, mas nem sempre elas conseguem entender.

Quais os maiores desafios que encontrou neste meio?

DV: Partindo do princípio que sou um autor independente, posso dizer que tive muitas e muitas dificuldades. Primeiro, claro, porque não encontrei uma editora que quisesse publicar meu livro de forma gratuita e pagar por uma publicação era algo que não caberia em meu orçamento. Também tive problemas com a burocracia da BN para pedir o ISBN, pois o site não é nem um pouco acessível para pessoas com deficiência.
Infelizmente também já tive o "desprazer" de ser selecionado em concursos que prometiam exemplares físicos e até hoje não recebi nada... Mas como dizem, "a esperança é a última que morre"... hehehe


O que é ser um escritor para você?

DV: Pra mim é poder libertar de dentro de mim tudo aquilo que me aflige, me incomoda, que me tira do meu eixo. É muito mais do que simplesmente escrever e publicar, é poder me encontrar cada vez mais dentro do meu próprio eu.

Qual seu livro favorito? Por que?


DV: Como eu era antes de você da Jojo Moyes é o meu livro favorito. Gosto muito da ambientação desse livro, a cidade pequena, o castelo, gosto da família da Louisa. Acho que a época que eu li ele também ajudou bastante.


Quais são suas metas a curto e a longo prazo?

DV: A curto prazo, pretendo continuar com esse projeto de contos que está sendo muito legal, e também continuar divulgando o meu livro.
Já a longo prazo, pretendo terminar alguns textos que estão engavetados, lançar um novo livro com as poesias mais atuais e até quem sabe me arriscar em um romance...rs


Já tem um novo trabalho a caminho? Se sim, pode nos falar um pouco?

DV: Esse ano estou com alguns projetos bem legais dentro da área da poesia, mas ainda nada concreto. Também estou me arriscando em um projeto de contos que será divulgado em breve.


Quero abordar um pouco mais sobre os cursos para escritores iniciantes que seu blog (Faroeste Literário) oferece, é uma enorme iniciativa. Conte para a gente um pouco sobre o blog.

DV: Eu criei o Faroeste em 2014, com o intuito de divulgar os meus textos e aos poucos fui dividindo o espaço com alguns amigos escritores. Com o passar do tempo o blog foi crescendo e em vez de só divulgar, passei a ceder o espaço para que eles pudessem fazer isso de uma forma ativa como colunistas.
        Aos poucos, novas questões foram surgindo e junto com elas, algumas ideias. Para incentivar os escritores a continuarem escrevendo, criei o "Melhores do Ano", que basicamente premiava os escritores que mais haviam se destacado no ano segundo nosso público leitor. No ano passado a premiação passou por uma reformulação e passou a se chamar "Prêmio Alexandria de Literatura" que teve vinculada a campanha "Acervo do Bem".
Com o "Acervo do Bem", nós conseguimos arrecadar mais de 200 livros para a criação de uma mini biblioteca para uma instituição de dependentes químicos em Matinhos no Paraná.
         Para fazer a divulgação dos escritores além do nosso blog, criei a "Tinteiro de Pixels" que leva esse conteúdo para outros blogs, sites, revistas e outras mídias.
         O "Literletrados", é o nosso projeto de cursos que surgiu de uma parceria entre o nosso blog e os escritores Luis Maldonalle e Mariane Helena através do nosso canal do Youtube. Nos videos, os escritores abordam temas como os processos para publicar o seu primeiro livro, isbn, registro, mercado digital e até a visão da sociedade para a profissão de escritor. Infelizmente o projeto não teve continuidade ainda, mas é algo que queremos retomar o mais rápido o possível.
         Hoje graças a Deus, o blog conta com mais de 100 mil visitas e uma equipe de 7 pessoas.

Quando você criou o Faroeste Literário, você imaginava que ele se tornaria o que é hoje?  

DV: De forma alguma. Como disse acima, eu criei o blog com o intuito de divulgar apenas o meu trabalho, mas as coisas começaram a tomar outros rumos e isso foi incrível.

Ao ler sua biografia, pude perceber que também gosta de teatro. Quando você descobriu essa vocação? Se puder, nos fale um pouco sobre peças que participou, participa ou irá participar.

DV: Eu sempre gostei muito de teatro, me lembro até hoje a primeira peça que fui assistir com a escola. Tudo aquilo sempre me encantou muito, achava lindo como as coisas aconteciam em cena, toda aquela "magia". Mas foi só no ano passado que tive a oportunidade de entrar em uma oficina oferecida pela Biblioteca Pública do Paraná.
Como resultado dessa oficina, surgiram 2 peças, a primeira foi "Um ato para desconstruir sujeitos desajustados" em agosto de 2017. Já a 2ª foi, "Quadro Morto" em dezembro de 2017, e agora no dia 6 de abril participamos do Festival de Teatro de Curitiba com essa mesma peça em 2 apresentações.

O que os leitores podem esperar de “Sobre Fragmentos”?


DV: Sobre Fragmentos é uma obra muito pessoal, muito íntima, onde eu estou compartilhando muitos dos sentimentos de um Davyd de 5 anos atrás, tanto que os poemas sofreram pouquíssimas alterações, pois eu não queria que eles perdessem a sua essência e a sua temporalidade. Sempre opto por trabalhar com poemas curtos, porque gosto de centralizar a ideia para que o leitor possa entender e sentir tudo aquilo que o poema tem para oferecer sem correr o risco de se perder.

Jogo Rápido

Uma frase que defina a Davyd, nesse momento da vida.
DV: “Segura na mão de Deus e vai”. (kkkkk)

Uma frase de algum livro que você ama.
DV: “Nós aceitamos o amor que imaginamos merecer”, do livro “As Vantagens de ser Invisível”.


O que cada palavra representa para você:
Amor: Um mix de coisas boas, desde que bem utilizado é claro...rs

Família: Minha família é meu alicerce, meu ponto de equilíbrio.

Sonho: Acredito que ter um sonho é o princípio para tudo, é o que vai nos conduzir e nos fazer chegar em algum lugar...

Quem é o Davyd para você?
DV: É um cara batalhador, que sonha muito e que ama ser quem é.

A entrevista chegou ao fim.

Davyd, muito obrigada pela oportunidade de entrevistá-lo e desejamos todo sucesso para você nessa nova jornada.


Para conhecer mais o trabalho do Davyd, acesse suas redes sociais e acompanhe 😊😉

Entrevista: Eduarda Vaz - Autora do Livro "Aresta"



Olá tritões e sereias!


Hoje não trazemos resenhas, mais sim, uma entrevista super gostosa com a poetista Eduarda Vaz, autora do livro "Aresta"

As colaboradoras Nicole e Tamara tiveram uma tarde maravilhosa com a Eduarda, no Rio de Janeiro. Uma entrevista que redeu boas risadas e um momento memorável para elas e o blog♥ 


MEH - Qual a Sensação de publicar seu primeiro livro?

Eduarda Vaz: Atônita (risos), a primeira coisa que fiquei foi atônita porque eu não esperava. Eu sempre quis muito então foi uma sensação de realização pessoal, de muita felicidade e paralelamente à felicidade muita preocupação. Você faz de tudo até publicar o livro, depois que alcança este objetivo não é o fim da linha e sim o começo de algo muito maior. Você começa a ser sua empresária e os seus amigos também, sua própria designer, sua patrocinadora, sua divulgadora... São outras responsabilidades para além do escrever. Então eu me senti muito feliz e, ao mesmo tempo, disse “calma aí” que agora começou uma outra coisa em que vou ter que investir muito mais de mim.

MEH - Como tem sido o reconhecimento que tem recebido pelos fãs?

Eduarda Vaz: Ih, minha filha ainda nem sei se tenho fãs (risos), olha estou achando muito legal. Fico muito feliz quando vejo as pessoas dizendo que gostaram do livro, já recebi mensagem positiva de bastante gente que disse que tinham gostado e se identificado. Me sinto muito grata, muito grata mesmo, não tem coisa melhor do que ver que outra pessoa gosta daquilo que você faz. Eu fico toda boba, está sendo maravilhoso, igual a vocês querendo me conhecer - eu achei um máximo e super feliz. Outras pessoas também quiseram conversar comigo pessoalmente. Acho maravilhosa essa troca, sabe? Porque um vai ajudando o outro, fico muito feliz.

MEH - Você já postou em outras plataformas?

Eduarda Vaz: No blog, eu tinha um no início, no Facebook, no You Tube, fazendo vídeo poemas, no Instagram e em revistas literárias virtuais e agora o livro.

MEH - Quais são as suas metas a curto e longo prazo?

Eduarda Vaz: Em curto prazo é conseguir aumentar minhas postagens deixando em dia tanto o Facebook quanto o Instagram. A faculdade consome meu tempo, também mandar poemas para revistas literárias e, em relação ao livro, seria fazer chegar ao máximo de pessoas possível. Meu sonho a longo prazo é ter os livros sendo vendidos nas livrarias, vou ficar muito feliz quando este dia chegar.

MEH - Um pouquinho sobre a página: 

Eduarda Vaz: A página é uma forma das pessoas me conhecerem, para aquelas que viram meu trabalho em canais ou nas revistas me encontrarem. Não adianta ter somente o livro físico já que muitas vezes as pessoas não possuem o costume de comprar os livros por ser caro ou simplesmente por não gostarem. Além disso, eu fico muito feliz de levar coisas boas às pessoas com as palavras e de receber outras tantas coisas boas com as respostas delas .


MEH - Um pouquinho sobre o livro: 

Eduarda Vaz: Aresta nasceu assim do susto, eu vi o anúncio e me senti impulsionada a montar um novo livro Aresta fala sobre o contorno de si nos seus 29 poemas. A ideia do livro é buscar o contato consigo mesmo, de ter um tempo para se olhar, para se reconhecer e saber quem você é, quais são suas defesas, o que te faz bem ou mal. Por isso o nome, as arestas são as formas das coisas. O livro tem quatro momentos. O primeiro é Vapor, quando o que se sente está ainda sem forma e são poemas que na minha concepção vão tratar de uma temática sobre os sentimentos que te prendem e com os quais ainda não está sabendo lidar. O segundo momento chama Umidade, nele aquele vapor que te incomodava se condensa e então começa a ganhar forma, é o momento de parar para se olhar e para se ouvir, também tem a ideia de choro. O terceiro se chama Linhas, que é quando já se sentiu aquilo que se é e está começando a se reconhecer e se afirmar. Depois disso está livre para o mundo se conectar com o outro. Esse é o último momento chamado Depois do Contorno.”


MEH - Um pouquinho da Editora: 

Eduarda Vaz:  Bom, dentro da Editora Multifoco existem diversos selos e um deles é a Macabéa Edições que foi criada pelas editoras da Multifoco Bianca Garcia e Thayssa Martins, ela começou em 2017 com o intuito de promover o trabalho feito por mulheres, publicam livros de Crônicas, livros de Contos, Romances e Poesias. Tem uma ideia mais independente porque são elas que fazem absolutamente tudo, a Macabéa visando divulgar cada vez mais o trabalho das mulheres tem uma proposta que é a publicação gratuita onde elas oferecem todo o processo editorial gratuitamente. O gasto que tive foi apenas com a revisão ficha catalográfica e o ISBN. O que é ótimo, já que em outros lugares tem que pagar pela divulgação, pela capa elaborada dentre outras coisas. A Macabéa tem o objetivo, neste plano, de que o escritor não tenha que pagar por nenhum destes processos e além disso tem o direito do lançamento e de trinta livros gratuitos. Fiquei muito satisfeita com o trabalho das meninas, foi tudo muito bem feito.

Uma dica para os novos Poetas e Poetisas que estão ingressando agora neste meio: "Primeiramente, é escrever todos os dias e confiar no seu trabalho, jamais desistir. Não existe uma fórmula mágica, mas se existisse eu diria que é escrever bastante e jamais ter vergonha de mostrar seu trabalho para as pessoas, pode começar devagar com seus amigos e familiares. Eu sempre mostro meus poemas para minha família, minha mãe é sempre a primeira a ler tudo. Depois criar um lugar para expor seu trabalho para as outras pessoas, seja o Facebook ou o Instagram, ler muito e conhecer o que o outro escreve. Essas são as minhas dicas."





Acompanhe a Eduarda Vaz 

Instagram: @eduardavazpoesia